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GM decide manter controle das europeias Opel e Vauxhall

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Geison¹
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A General Motors decidiu no começo da noite desta terça-feira (3) manter o controle da alemã Opel e de sua representante britânica Vauxhall, encerrando de forma até certo ponto surpreendente uma negociação que já durava meses com o consórcio Magna/Sberbank.

De acordo com a agência de notícias Automotive News, os 13 membros do conselho da GM alegaram que a recuperação do ambiente econômico nos últimos meses foi fator determinante para manter Opel e Vauxhall no guarda-chuva de marcas que conta ainda com Chevrolet, Cadillac, GMC e Buick. Ao manter as filiais alemã e britânica, a GM terá de investir pelo menos 3 bilhões de euros (cerca de US$ 4,4 bilhões) em sua reestruturação, além de ter de negociar a situação dos trabalhadores junto a sindicatos e governos locais.

A médio e longo prazo, a montadora vê a marca Opel como fundamental para sua estratégia de ação global, que inclui ainda uma maior importância do mercado chinês nos planos da montadora, que perdeu a liderança mundial para a japonesa Toyota e também se vê ameaçada pela gigante alemã Volkswagen.

A decisão deve ainda repercutir favoravelmente no cenário brasileiro, uma vez que, historicamente, a filial local da GM baseou boa parte de sua linha em modelos da europeia Opel. Até o momento, no entanto, nenhuma declaração sobre a decisão da matriz americana foi feita por membros da GM do Brasil.

"A saúde financeira da GM melhorou consideravelmente em todos os aspectos ao longo dos últimos meses, e isso nos deu confiança para que os negócios europeus sejam reestruturados com sucesso", afirmou o presidente da companhia, Fritz Henderson.

Henderson disse ainda que a GM apresentará em breve um plano de reestruturação da Opel para o governo alemão, que era defensor da compra do conglomerado europeu pela montadora de autopeças canadense Magna e pelo banco estatal russo Sberbank.

Anteriormente, a Fiat chegou a disputar o controle das marcas europeias de sua rival, mas sua proposta foi desbancada. No plano global, a Fiat acabou assumindo as operações de 20% da americana Chrysler, também combalida, após a crise econômica internacional.

O anúncio da GM, esperado desde o dia 23 de outubro, foi feito horas depois da montadora americana divulgar dados positivos de vendas referentes ao mês de outubro -- aumento de 4% na comparação com o mesmo período de 2008.

As unidades europeias da GM compõem um importante centro de desenvolvimento da montadora, focado principalmente em carros compactos e médios, com motores a gasolina de pequeno porte.

CONTRARIANDO AS EXPECTATIVAS
Em processo de reestruturação e tendo que prestar contas ao governo dos Estados Unidos, a GM tomou uma atitude que pode ser considerada surpreendente, embora ainda não se saiba se equivocada, ao decidir manter o controle de seus braços europeus Opel e Vauxhall.

A montadora -- que já havia se desfeito das marcas Saturn (vendida ao grupo americano Penske), Hummer (vendida ao grupo chinês Tengzhong) e Pontiac (extinta) e ainda negocia a sueca Saab -- justificou que será menos custoso e mais seguro, sob todos os aspectos, manter as marcas europeias.

A venda da Opel, apesar de apoiada pelo governo alemão, era vista com restrições pelo governo e pelos principais sindicatos espanhóis, que chegaram a cogitar entrar em greve caso o negócio fosse concretizado. O mesmo ocorria no Reino Unido, em relação à Vauxhall.

Nas últimas semanas, a GM revelou estar trabalhando em uma espécie de "plano B": manter o controle da Opel/Vauxhall.

NOVA AJUDA ESTATAL
O principal ponto a ser resolvido, com a manutenção do controle da Opel e da Vauxhall, é a reestruturação do conglomerado europeu. Pelos termos da agora extinta negociação, o governo alemão se comprometeria a injetar 4,5 bilhões de euros (cerca de US$ 6 bilhões de dólares ou algo como 1/10 da ajuda prometida pelo governo dos Estados Unidos ao assumir o controle operacional da GM pós-concordata) caso a Magna assumisse até 55% das operações europeias da GM. A fabricante de autopeças arcaria com cerca de 500 milhões de euros (pouco mais de US$ 700 milhões).

Em novas mãos, a Opel teria ainda de definir o futuro de seus 50 mil trabalhadores alemães. Especulava-se que até 10 mil operários perderiam seus empregos em cortes estratégicos.

Os trabalhadores da Opel ainda se comprometiam a abrir mão de parte de seus direitos trabalhistas e a contribuir com até 265 milhões de euros (cerca de US4 400 milhões) para o fundo de participações da montadora. Com esta opção, eles poderiam ficar com até 10% do controle da nova Opel.

Estas contas -- a do corte de pessoal, da capitalização necessária para manter a Opel operante e da nova gestão operacional -- terão de ser feitas pela GM, muito provavelmente com a ajuda dos governos europeus, que ainda não se manifestaram quanto à decisão tomada nesta terça-feira.



HISTÓRICO DA NEGOCIAÇÃO

Após queda de 54% nas vendas em fevereiro deste ano, a representação europeia da GM se viu obrigada a buscar novos rumos para manter a viabilidade.

O grupo Fiat apresentou proposta para controlar 30% da Opel/Vauxhall, mas sem qualquer aporte financeiro, o que não foi aceito pela GM.

No mesmo período, a Magna International apresentou proposta de compra de 55% do conglomerado com dinheiro próprio (500 milhões de euros) e garantia de ajuda financeira estatal do governo alemão (até 4,5 bilhões de euros).

Correndo por fora, a belga RHJ Internacional chegou a ofertar 300 milhões de euros pelos mesmos 55% de Opel/Vauxhall, enquanto a chinesa Baic ofereceu 600 milhões de euros próprios e mais 2,64 bilhões de euros em ajuda pública, fazendo com que a Fiat desistisse.

Apesar da pressão por parte de sindicatos e de governos locais, principalmente o alemão, a indefinição prosseguiu até meados de outubro, quando a GM admitiu ter plano para manter o controle da Opel e definiu a data de 3 de novembro para anunciar dua decisão final sobre o caso.


Fonte: http://carros.uol.com.br/ultnot/2009/11 ... u3711.jhtm


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A matéria é da semana passada, desculpem se já tiver sido postado.


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