Copa Corsa

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Wilson
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Copa Corsa

Mensagempor Wilson » Segunda-feira 06th 2018f Agosto 2018 09:37:10 PM

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O sucesso do seu novo carro pequeno levou a GM a promover a Copa Corsa em 1995, complemento à Fórmula Chevrolet e à Omega Stock Car. O modelo escolhido foi GL 1.4 2-portas, de 90 cv, três portas que no início chegou a haver certa dificuldade em destinar carros para a finalidade, que eram vendidos diretamente aos pilotos por preço baixo a título de incentivo. A produção ainda era insuficiente para atender à demanda do mercado.

A nova categoria atraiu muitos concorrentes e era comum haver mais de 60 carros na largada. Foram organizados campeonatos regionais em São Paulo, Brasília-Goiânia, Fortaleza e em Porto Alegre. A idéia era reunir os 10 melhores de cada região no fim do ano e colocá-los frente a frente, numa prova que apontaria o campeão brasileiro. O regulamento era bem simples e permitia basicamente ajustar a suspensão para uso em corrida, mediante substituição de molas e amortecedores e ajuste de geometria.

Trabalhos de aperfeiçoamento das peças usinadas, como polimentos, também eram permitidos e havia especificações a serem respeitadas, como a taxa de compressão de 9,4:1. O escapamento podia ser modificado livremente a partir do coletor de escapamento, mas a saída deveria ser pelo menos após a metade do entreeixos.

Mesmo com injeção monoponto falava-se em potência da ordem de 90 cv, marchas trocadas a 6.000-6.200 rpm. Com o peso mínimo de 750 kg, a relação peso-potência era de 8,3 kg/cv. Os pneus eram radiais de rua em medida original 165/70-13. Os objetivos eram corrida a baixo preço e muito espetáculo -- alcançados plenamente, com disputas das mais sensacionais. Mas ainda no primeiro ano da Copa Corsa a GM foi inábil numa delicada questão e causou uma grande confusão. Lá pelo meio da temporada a quinta e quarta marchas foram encurtadas na produção normal (veja na história). Em vez de barrar o uso das novas engrenagens até o ano seguinte, já que se tratava de categoria monomarca dela própria, a GM liberou-as imediatamente para uso nas provas. Só que as novas peças praticamente não existiam como item de reposição, nem na fábrica, e só alguns pilotos conseguiram comprá-las, com vantagens óbvias. Soube-se de casos de pilotos que alugaram Corsa só para usar o câmbio com quarta e quinta mais curtas...

Outro problema foram diferenças regionais nos regulamentos técnicos por questão de interpretação diferente, o que acabava com a pretensa e necessária igualdade dos carros entre as diversas regiões. Na prova de campeonato brasileiro de 1995 em São Paulo aconteceu um fato inusitado. Os comissários desportivos da prova acharam bem vistoriar todos os carros após a prova, o que resultou na desclassificação de todos os concorrentes. Não houve vencedor e nem campeão brasileiro naquele ano.

Em 1996 o campeão brasileiro foi o goiano Laércio Justino e o vice-campeão, o paulista Amadeu Rodrigues, também campeão da Copa Corsa de São Paulo nesse ano e no seguinte. Justino perderia tragicamente a vida em 2001 num acidente com seu Stock Car V8 durante o treino livre de sexta-feira para a etapa de Brasília. No final do ano a GM anunciou que deixaria de promover a Copa Corsa. Coincidência ou não, a versão de motor 1,4-litro saía de produção.

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Texto: Fabrício Samahá - Best Cars Web Site - uol.com.br/bestcars/
Fotos: Fernando Ramos - BlogdoJovino - blogdojovino.blogspot.com
Fotos: AC75D - flickr.com/photos/ac75d/






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